Propostas para IV Conferência “BRASILEIROS NO MUNDO” – 2013

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Caros brasilieiros(as)

Apresentamos a Proposta de Berlim Hamburgo para a IV Conferência de Brasileiros no Mundo.

O Conselho de Cidadãos de Berlim tem acompanhado o processo de composição da Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior (SGEB) desde 2007, seguida a I, II e III Conferências, assim como a criação e o fracasso do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE). Vimos ao decorrer do processo e sentimos ainda a dificuldade de otimizar a representatividade de uma comunidade brasileira ainda tão dispersa. Mas estamos trabalhando nesse sentido, a Carta de Berlim de 2009 deu início a participação e mobilização de diversos grupos no processo de discussão direcionada às demandas dessa comunidade para serem apresentadas a II Conferência. Infelizmente a falta de comunicação por parte do CRBE desde 2011 sobre a realização ou não de uma IV CMB resultou no descrédito da comunidade, diminuindo consideravelmente a participação referente a esta temática nas reuniões públicas.

Hoje o Conselho de Cidadãos de Berlim conta com a participação de 16 membros, a escolha da porta-voz, membro do Conselho de Cidadãos de Berlim, se deu em reunião ordinária por consenso pelos demais membros presentes.

O Conselho de Cidadãos de Berlim junto a vários grupos da comunidade de Hamburgo, retomaram a Carta de Berlim, elaborada por vários grupos distintos da comunidade de Berlim em 2009, avaliaram e acrescentaram propostas que ainda não entraram nas Atas Consolidadas das Conferências passadas e discutiram em reunião pública no dia 04 de novembro as propostas que serão apresentadas. O documento “Propostas para IV Conferência no Mundo – Berlim e Hamburgo de 2013” será apresentado pela Porta-voz na IV Conferência Brasileiros no Mundo que se realizará no Brasil-Bahia entre 19 a 22 de novembro de 2013.

O documento segue anexo.

Atenciosamente

Conselho de Cidadãos de Berlim

PROPOSTAS PARA IV CONFERÊNCIA BRASILEIROS(AS) NO MUNDO
BERLIM/HAMBURGO 2013.
versão em PDF

O processo preparatório para IV Conferência Brasileiros(as) no Mundo iniciado no dia 30 de setembro de 2013 e realizado na sede da Embaixada do Brasil em Berlim e paralelamente em Hamburgo envolveu a avaliação dos documentos elaborados na jurisdição de Berlim/Hamburgo desde 2009 e dos documentos de base da IV Conferência Brasileiros(as) no Mundo.

Verificamos, com satisfação, que vários pleitos, que estavam presentes na Carta de Berlim/Hamburgo de 2009, foram contemplados no Plano de Ação MRE/CRBE e que muitos já vêm sendo implementados na jurisdição consular da Embaixada em Berlim. Todavia, algumas medidas prioritárias contidas na Carta de Berlim/Hamburgo não foram contempladas.

Como resultado, foram reelaboradas propostas para serem examinadas, aprovadas  e encaminhadas à IV Conferência Brasileiros(as) no Mundo para possível inclusão na Ata Consolidada de reinvindicações.

A seguir, são descritas propostas elaboradas referente à cada mesa temática:

 

A1. Trabalho, remessas, empreendedorismo e investimentos.

A.1.1 Manter a cartilha de apoio aos que retornam “Guia de Retorno ao Brasil” atualizada com a periodicidade de dois anos e adequar as informações de acordo com cada país. Assim como a cartilha “Brasileiras e Brasileiros no Exterior”, publicada no website www.portal.mte.gov.br/cartilha_exterior deve passar por constante atualização, acrescentando-se informações específicas de vários países. Para atualização o Ministério poderia solicitar informações aos Conselhos de Cidadãos. Por exemplo, o Conselho de Cidadãos de Berlim poderia enviar a sugestão de se acrescentar na Cartilha informações a título de prevenção nas áreas que envolvem direito de família e direito internacional privado.

A.1.2 Criação de um acordo bilateral para facilitar o intercâmbio de profissionais entre Alemanha e Brasil. Levando-se em consideração as fortes relações econômicas entre os dois países e a necessidade de contratação de profissionais brasileiros(as) qualificados(as) na Alemanha e vice-versa, solicitamos gestões com vistas à facilitação e flexibilização no processo de contratação de profissionais qualificados, assim como de trabalhadores e técnicos de serviços de ambos os países, como a agilização e simplificação da obtenção do visto de trabalho. Os procedimentos necessários atualmente muitas vezes limitam o intercâmbio de profissionais, principalmente à pequenas e médias empresas ou para projetos específicos, devido à demora e à incerteza na aprovação.

A.1.3 Incentivo à criação de um banco de profissionais de diversas áreas junto às Câmaras de Indústria e Comércio de cada país pelas Embaixadas e Consulados: os profissionais procurados de acordo com o perfil poderiam ser localizados através da criação de um banco de profissionais de diversas áreas, ou de um cadastro de empregadores e profissionais interessados, que pode ser apoiado pelas mesmas.

A1.4 Propõe-se uma participação mais ativa entre o Setor de Promoção Comercial das Embaixadas – SECOM – junto aos empresários brasileiros residentes no país ou jurisdição consular correspondente.

A2. Saúde, Assistência Social, Previdência Social e violência de gênero.

            Saúde

A2.1 Divulgação de Instituições que prestam Assistência à Saúde e Assistência Social: essa divulgação precisa ser constantemente ampliada, atualizada e enriquecida com novos contatos. Nisso é importante não somente o papel dos Conselhos de Cidadãos, mas também uma possível campanha nas redes sociais de brasileiros(as) para ampliar a abrangência desses contatos.

Assistência Social

A2.2 Criar um sistema de informação à brasileiros(as) sobre a oferta de Assistência Social na jurisdição consular, para que os mesmos possam se dirigir aos centros de integração e instituições, que oferecem apoio e oportunidades à imigrantes.

A2.3 Apoio à tradução de materiais informativos referente à Associações e Instituições que prestam ajuda ao emigrante, como divulgação dessas Associações e Instituições e de seus profissionais no Site da Embaixada.

Previdência Social

A2.4 Ministar mais palestras informativas, em português, sobre o Acordo Previdenciário entre Brasil e Alemanha. A palestra que foi oferecida à comunidade em Berlim deixou muitas dúvidas pelo fato de ter sido ministrada em alemão. Expandir a informação para outras localidades da jurisdição consular onde reside um número significativo de brasileiros

Violência de Gênero

A2.5 Racismo, homofobia e toda forma de discriminação: é importante que, além da questão de gênero levantada na III Conferência, em todos os documentos, atas e demais comunicações das políticas públicas em relação à migração brasileira no mundo, seja enfatizada a questão do racismo, sendo este um item que afeta permanentemente milhares e milhares de brasileiros(as) por este mundo afora. Propomos convidar a SEPPIR (Secretaria de Políticas de Proteção da Igualdade Racial) para fazer parte do grupo de trabalho nos Planos de Ação sobre este tema. Em outras palavras: não é possível pensar sobre emigração sem pensar no gênero, na etnia, na classe, na orientação sexual, que devem estar na ordem do dia das políticas para o emigrante.

A2.6 Desenvolver programas que proporcionem às mulheres negras o seu próprio desenvolvimento, assim como mais visibilidade da participação efetiva da mulher negra na história. Desenvolver com mulheres afro-brasileiras projetos didáticos de capacitação e temas que reforcem as etnias, fortalecendo o valor das raízes africanas em sua formação.

A2.7 Políticas que promovam o trabalho de associações e iniciativas comunitárias e a troca de experiências para que estas possam se qualificar e atuar melhor na integração.

A2.8 Informar aos brasileiros à respeito de instituições especializadas em assistir vítimas de tráfico de pessoas, e que também dão apoio à vítimas da violência doméstica. Trata-se de profissionais que atendem e orientam melhor por estarem integrados ao sistema alemão, dando informações mais adequadas às vítimas.

A2.9 Criação de uma campanha ou rede internacional de valorização e respeito à cidadã brasileira, com o objetivo de reforçar e apresentar os seus valores reais e evitar por exemplo o uso das imagens-clichê de mulheres usando biquínis minúsculos na praia para vender pacotes turísticos ou das mulatas do carnaval para vender qualquer produto nacional. Apresentar a mulher brasileira, como mãe em sua luta diária para alimentar e educar seus filhos, de estudantes batalhando por boas notas e conhecimento, de executivas competindo com coragem no mercado de trabalho e também daquelas que não tiveram acesso à educação, mas se empenham em  busca de oportunidades de desenvolvimento.

 

A3. Educação

A3.1 Disponibilização de recursos para o estabelecimento de acordos e cooperações entre o Governo brasileiro e as escolas bilíngues (alemão-português) existentes na jurisdição de Berlim/Hamburgo – a implementação de parceria com as escolas públicas bilíngues de Berlim e Hamburgo deve ser continuada e ampliada. A comunidade saúda iniciativas da Embaixada e do Itamaraty que resultaram na doação de livros didáticos brasileiros para as escolas e sugere que o programa se expanda para incluir também livros paradidáticos. Programas de incentivos ao intercâmbio de professores de escolas públicas (com envolvimento do Ministério da Educação e Secretarias Estatuais de Educação) que promovam a reciclagem e vinda de professores brasileiros de português para a Alemanha seriam bem-vindos.

A3.2 Criação do projeto Ensino do Português do Brasil no Estrangeiro (EPBE) baseado no projeto existente EPE financiado pelo governo de Portugal, como um bom exemplo e prática de aprendizagem da língua e cultura. O projeto (EPBE) pretende atuar também no processo de alfabetização de adultos. A comunidade brasileira necessita de um programa similar, lembrando que a aprendizagem de uma língua está ligada diretamente aos aspectos culturais de um país.

A3.3 Continuidade ao Programa de Difusão de Língua e Cultura (PDLC) para as comunidades brasileiras no exterior.

A3.4 Formular  um projeto para criação de um curso de língua alemã gratuíto para brasileiros que não tem condições ou acesso às escolas de línguas regulares.

A3.5 Gestões no âmbito da CPLP: Promoção pelo MRE, junto à CPLP, de congressos para profissionais da área de educação, com vistas a desmistificar a ideia de legitimidade de uma única variante da língua portuguesa e diminuir a resistência ao novo Acordo Ortográfico. Nas escolas alemãs, por exemplo, nota-se nítida preferência pelo ensino da variação linguística do Português Europeu em comparação com o Português Brasileiro.

A3.6 Inclusão de Hamburgo na lista das cidades em que os bolsistas da CAPES recebem ajuda de custo. De acordo com critérios da CAPES, os estudantes que moram em cidades de alto custo recebem uma ajuda de custo para manter a qualidade de vida. O DAAD paga essa complementação para Hamburgo, mas os bolsistas da CAPES não a recebem, embora Hamburgo seja uma das cidades mais caras da Alemanha.

A3.7 Facilitação do processo e informação centralizada em relação ao reconhecimento de títulos e diplomas obtidos no exterior junto ao Ministério da Educação no Brasil. Poderia ser disponibilizada uma lista dos cursos/universidades alemãs que já tiveram algum título reconhecido no Brasil, e por qual universidade. Isso facilitaria o processo, pois as universidades brasileiras se baseiam nos próprios precedentes para decidir.

A3.8 Apoio ao “Projeto Biblioteca de Berlim” através de remessa de livros de literatura brasileira às bibliotecas públicas de Berlim; Estabelecer uma interlocução entre o Conselho e a Programa Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER  e a Fundação Biblioteca Nacional – FBN .

A.3.9 Ensino Superior Técnico à Distância: Em parceria com o SENAC e com as Universidades e Escolas Técnicas alemãs, poderiam dar-se início a um sistema integrado, ou ao sistema DUAL de ensino técnico entre o Brasil e Alemanha. Os estudantes cursariam dois anos de ensino à distância, após este período, teriam aulas presenciais nas Universidades alemãs assim como estágios garantidos. Os exames poderiam ser realizados nas sedes de Missões diplomáticas ou Repartições consulares brasileiras.

A.3.10 Ampliação ao  Ensino Supletivo à Distância: É muito importante retomar os programas e a avaliação de ensino supletivo (aplicar pelo menos um local na Alemanha),  pois esses exames possibilitariam  à muitas pessoas que não completaram os estudos no Brasil a ampliar suas possibilidades de prosseguir com a educação formal no exterior. Os exames poderiam ser realizados nas sedes de Missões diplomáticas ou Repartições consulares brasileiras.

A4. Cultura

A4.1 Fortalecer a diversidade na programação cultural dos postos do MRE e ampliar as agendas culturais do Setor Cultural das Embaixadas; propõe-se um trabalho conjunto entre os Conselhos e o Setor Cultural, que a cada evento cultural efetuado na Embaixada possa ter a participação de um artista local, a fim de ampliar a agenda cultural que contemple o conceito e o perfil plural da população emigrada.

A4.2 Reformulação no processo de inscrições em concursos; as inscrições estão sempre dispostas online e os formulários online são padronizados para os cidadãos que moram no Brasil, apesar dos concursos estarem abertos para brasileiros residentes no exterior. Sugere-se a mudança deste procedimento para que a inscrição possa ser feita no Setor Cultural das Embaixadas, sendo o Setor Consular responsável por legalizar documentos e assinaturas, caso seja necessário. Aperfeiçoamento do sistema “Salicweb” é de extrema prioridade, pois através dele são enviados os projetos. O sistema apresenta muitas deficiências, desde a dificuldade para se entender como funciona (quando o candidato não tem um conhecimento bom em informática ou de manuseio de dados) até a questão de cadastramento do endereço do proponente. O candidato mora em Berlim, por exemplo, mas o sistema só aceita endereços do Brasil.

A4.3 Maior flexibilidade e transparência do Setor Cultural das Embaixadas em relação aos artistas brasileiros nas circunscrições, assim como uma abertura regular e clara das possíveis participações em financiamentos de projetos culturais/artísticos nesses departamentos para a comunidade. Sugere-se mais transparência relacionada a projetos contemplados na jurisdição de Berlim. Aplica-se também à toda programação artística/cultural da Embaixada vinda do Brasil; fomentar o trabalho conjunto entre o Setor Cultural e os grupos ou artistas residentes na jurisdição, nesse caso, artistas brasileiros(as) na Alemanha.

A4.4 Desenvolver e intensificar editais de cultura visando a participação de brasileiros(as) no exterior. A periodicidade dos editais deve ser de dois ao ano, visando as especificidades de brasileiros no exterior. Sugere-se maior articulação entre o Ministério da Cultura e o MRE. Já existiram dois editais lançados pelo Ministério da Cultura através  do Centro de memória do Ministério (Projetos sobre Memórias dos Brasileiros no Exterior), mas de difícíl acesso. Pede-se uma transparência de critérios de escolha e também um resultado oficial da respectiva seleção.

A4.5  Criação de um “Centro Cultural Brasileiro”. Reafirmação a proposta “Casa do Brasil” da Carta de Berlim de 2009. Este espaço pretende acolher as necessidades sócio-culturais da comunidade. O projeto deve ser um compromisso e uma vontade política do governo em relação aos seus cidadãos que vivem fora do país, resultado de um esforço conjunto entre a  diáspora e o Governo, numa política de desenvolvimento sustentável.

A4.7 Inclusão de Hamburgo na rede da programação cultural do posto de Berlim. Para isso pode ser realizada parceria, por exemplo, com a universidade para viabilizar o espaço.

A5. Serviços Consulares

A5.1 A comunidade requer o aumento do prazo de validade dos Passaportes Brasileiros. Sabe-se que há custos para os serviços burocráticos, mas muitos brasileiros aqui residentes estão insatisfeitos com a validade do passaporte brasileiro por apenas 5 anos, já que as taxas são altas para cada vez que se necessita um novo e existem também outros custos e preocupações na transferência dos vistos permanentes do governo alemão. Pedimos a prorrogação desta validade para 10 anos. Com o novo passaporte biométrico, com itens de segurança mais avançados, não há justificativa para que o prazo não possa ser de 10 anos, como faz a maioria dos países com passaporte seguro. Além disso, aumentar o prazo de validade dos passaportes solicitados pelo correio, que no momento possuem validade de apenas três anos, aumentar a validade ou estabelecer um custo mais baixo para passaportes de crianças com idade inferior a 4 anos.

A5.2 Assistência à brasileiros(as): Contratação de um(a) funcionário(a) pela Embaixada Brasileira em Berlim para cuidar com exclusividade da assistência aos imigrantes brasileiros na Alemanha. Visa o contato permanente entre as instituições e organizações alemãs voltadas à assistência social, além da comunidade local e do governo brasileiro. Almeja o tratamento e a prevenção dos problemas dos brasileiros na Alemanha. A função deve estar desligada de outras responsabilidades consulares, podendo cuidar também de fornecer subsídios para prevenção, organizar campanhas e eventos informativos e educativos. O funcionário local ocupante dessa função poderia acumular assuntos referentes à Comunidade Brasileira, apoiado por um funcionário do quadro do Itamaraty, designado para essa função (vide item A6.3).

A5.2.1 Assuntos jurídicos: Garantir e dar continuidade a serviços de aconselhamento jurídico nas Embaixadas e Consulados brasileiros.

A5.3 Assegurar a interlocução entre o Conselho e a Embaixada. Nomear um funcionário local para tratar deste assunto, assim como ter também um funcionário de carreira do Itamaraty dedicado aos temas de Comunidade Brasileira, de modo a facilitar a interlocução com Brasília (vide item A6.3).

A5.4 Criação de um Fundo de Transporte para apoiar a locomoção de cidadãos brasileiros que representam os conselhos regionais. Assim como também apoiar a locomoção a encontros trimestrais e a palestras informativas (vide item A6.2.3).

A5.5 A comunidade de Hamburgo solicita novamente a reabertura do Consulado Geral em Hamburgo.

A5.5.1 . Solicitamos a criação de um site, exclusivo para o Consulado Itinerante, ligado à página da Embaixada, onde se possa informar e orientar melhor a nossa comunidade à respeito dos serviços oferecidos e da documentação necessária. O Grupo de Voluntários poderá apresentar um conceito ao Setor Consular e administrar o site. Pesquisas realizadas nos Consulados Itinerantes revelaram que a principal fonte de informação da comunidade de Hamburgo à respeito deste evento é a página da Embaixada. O público é informado da realização do Consulado Itinerante por este meio, no entanto, referente às orientações, verifica-se problemas de compreensão e a necessidade de adequar a forma de comunicação. A quantidade de pessoas que comparece sem a documentação necessária é muito grande. A estrutura padronizada da página da Embaixada dificulta a elaboração de uma divulgação mais adequada, sendo necessária uma outra alternativa.

A5.5.2 Manutenção dos quatro Consulados Itinerantes anuais em Hamburgo.

A5.6 Realização de encontros anuais entre a Embaixada e os voluntários do consulado itinerante, visando a manutenção da qualidade do atendimento consular e promover um maior entrosamento.

A5.7 Consulado honorário do Brasil em Bremem necessita de funcionários que falem português ou no mínimo inglês.

A5.8 Aperfeiçoamento e melhoria nas páginas do Setor Consular no Site da Embaixada, unificar a informação pelo menos entre os postos dentro de um mesmo país.

A5.9 Reativação da mala-direta do Setor Consular. É necessário haver aprimoramento das informações disponíveis aos brasileiros. Foi realizada uma campanha de esclarecimento e incentivo à inscrição na mala-direta consular com o objetivo de informar aos(as) cidadãos(ãs) brasileiros(as) residentes em Hamburgo sobre temas relevantes. A inscrição na mala-direta vem sendo feita nos Consulados Itinerantes desde março de 2012. No entanto, após a saída do Secretário Leandro Moll, as mensagens deixaram de ser enviadas. 

A5.10 Requeremos a adesão do Brasil à Convenção da Haia sobre Supressão de Legalização em Documentos Públicos (Convenção da Apostila), que desburocratizaria e diminuiria os custos relativos à legalização de documentos. Não é possível que a comunidade deva continuar suportando os custos de uma dupla legalização (pré-legalização junto a autoridade estrangeira e posterior legalização consular) e o Governo brasileiro continue adiando os ajustes burocráticos internos para adesão à Convenção.

A5.11 Carteira Nacional de Habilitação: Facilitação da troca da CNH brasileira pela alemã. Verificar os acordos existentes em outros países da Europa para facilitar a tramitação na Alemanha.

A5.12 Implementação da Carteira de Matrícula Consular biométrica. A inscrição ou matrícula permite, em casos de emergência, que a Repartição consular preste socorro com maior rapidez, incluindo, se necessário, contato com a família no Brasil. Atuar  junto à outros Governos com o objetivo de tornar a carteira de matrícula consular documento de identidade amplamente aceito pelos países onde residem brasileiros.

A6. Associativismo e Políticas para as Comunidades

A6.1 Políticas que promovam o trabalho dos conselhos locais: Dinamizar a atuação do Conselho em relação ao Posto Consular e à seus representantes diplomáticos.

A6.2 Trabalho voluntário como fortalecimento da comunidade: O trabalho voluntário em atividades desenvolvidas pelo Setor Consular ou Embaixada é uma oportunidade de ampliar a possibilidade de exercício de cidadania pelos(as) brasileiros(as) residentes no exterior como também pode ser uma forma de facilitar a integração no país, possibilitando contatos, aquisição de competências, etc. É necessário fornecer informações à respeito das possibilidades. Para o desenvolvimento do trabalho voluntário é necessário desenvolver estruturas e estratégias, que permitam unir quem precisa de ajuda e quem pode ajudar. 

A6.2.1 Grupo de voluntários de Hamburgo:  Na organização e realização dos Consulados Itinerante em Hamburgo participam membros da comunidade, que apoiam voluntariamente a equipe do setor consular. Este trabalho, além de suprir parcialmente a necessidade da comunidade no que se refere à serviços consulares, propicia o encontro de pessoas interessadas em atuarem em prol da comunidade brasileira. Verifica-se uma evolução no comportamento da comunidade, que no início era de muita reclamação e pouca ajuda, no sentido de um envolvimento mais solidário e ativo. É necessário que ao se falar em verbas para a realização de consulados itinerantes, haja o reconhecimento de que através da prestação de trabalho voluntário, a comunidade dá a sua contrapartida. Neste sentido o trabalho deve ser valorizado. 

A6.2.2 O Conselho de Cidadãos de Berlim promove junto a Embaixada a Festa Junina anual, proporciona atividades de divulgação da cultura popular brasileira voltadas para segunda e terceira geração de brasileiros residentes no exterior. Mas para que esse trabalho se torne mais efetivo, é preciso maior direcionamento da política cultural do Ministério das Relações Exteriores no sentido de valorizar e apoiar as manifestações culturais e artísticas produzidas para a comunidade brasileira local.

A6.2.3 O Grupo de Apoio que engloba profissionais de toda jurisdição, prestam Assistência a Brasileiros(as) na Área de Saúde e Assistência Social: a título de exemplo de boas práticas, o grupo é restrito a profissionais da área médica, jurídica e de assistência social atuantes em língua portuguesa na jurisdição de Berlim. O grupo proporciona maior integração e intercâmbio entre esses profissionais e possibilita a ampliação da rede de contatos da seção de assistência a brasileiros(as) do Setor Consular da Embaixada. Para dar continuidade aos trabalhos e aumento da dinâmica, a criação de um Fundo de Transporte para apoiar a locomoção de cidadãos(ãs) brasileiros(as) que participam do Grupo de Apoio aos encontros trimestrais e às palestras informativas.

A6.3 Criação de um Setor de Comunidades Brasileiras em cada Embaixada ou Consulado. Nomear um funcionário local para tratar deste assunto, assim como ter também um funcionário de carreira do Itamaraty dedicado aos temas de Comunidade Brasileira, de modo a facilitar a interlocução com Brasília.

A6.4 Garantir que a comunidade em diferentes cidades na mesma jurisdição possa se manifestar à respeito de quem a representa. A formação dos Conselhos, deve ser o canal oficial de representação da comunidade.  A falta de possibilidade da comunidade se manifestar em relação aos candidatos desqualifica o Conselho como porta-voz da comunidade.

A6.5 Criar mecanismo de compartilhamento das boas práticas dos diversos conselhos: Como exemplo, o Bate-Papo mensal é uma prática promovida pelo Conselho de Cidadãos de Berlim, contribui para aumentar a rede de comunicação entre brasileiros(as) recém-chegados, como também aos residentes junto ao Conselho e suas atividades.

Contribuiram para organização desse documento, além do Conselho de Cidadãos de Berlim e de membros do conselho de Cidadãos de Hamburgo, isoladamente ou junto com outras iniciativas, os seguintes grupos: Haus Brasil e.V; Grupo Mani-Festa-Ação; Grupo da Colonnaden; Grupo dos Voluntários de Hamburgo; Grupo de Empresários Brasileiros de Hamburgo, GDTB (Grupo de Discussão de Temas Brasileiros); Grupo Mulheres Negras em Movimento-Baixada Berlinense; Grupo Apoio Brasil.